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Custo de desastres naturais pode
chegar a US$ 110 bi este ano
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Principais afetadas pelas perdas econômicas
decorrentes de fenômenos naturais, companhias de seguro têm
sentido no bolso o aumento do impacto desses desastres.
Dados do setor indicam que, entre 1992 e 2008, o impacto
econômico de catástrofes naturais se multiplicou por dez. De
acordo com a gigante Munich Re, o número de grandes eventos
com impacto superior a US$ 1 bilhão triplicou desde 1950.
Para os próximos dez anos, a previsão é de que os prejuízos
possam dobrar mais uma vez.
O recorde de perdas em um ano foi registrado em 2008, quando
os desastres custaram ao mundo US$ 200 bilhões. Mas os três
primeiros meses de 2010 já são os mais prejudiciais da
história à economia da América Latina. Segundo a Willis Re,
as empresas latinas do setor perderam US$ 16 bilhões nos
últimos três meses com desastres como os terremotos no Haiti
e Chile e as chuvas que castigaram o Brasil. Além desses
eventos, a Willis Re prevê que a temporada de furacões no
Caribe será mais intensa que o normal em 2010.
Na Swiss Re, a previsão é de que os custos de desastres
naturais chegarão a US$ 110 bilhões este ano, ante US$ 22
bilhões em 2009, um ano relativamente tranquilo. Já estamos
vendo eventos significativos em 2010, afirma Thomas Hess,
economista chefe da Swiss Re. A indústria está alertada para
se preparar para sofrer perdas.
Além dos terremotos e da erupção do vulcão Eyjafjallajoekull,
na Islândia, a tempestade Xynthia, que atingiu a França em
fevereiro, matando 47 pessoas, já começou a pesar nos bolsos
de companhias e governos. Seu custo já chegou a 2 bilhões,
segundo a empresa Risk Management Solutions.
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